Centrais anunciam “Jornada Nacional de Luta contra reforma da Previdência”

Publicado em: 31/01/2018 | 21:39

Em reunião na manhã desta quarta-feira (31), as centrais sindicais (CSB, CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central, UGT, Intersindical) aprovaram a realização de “Jornada Nacional de Luta contra reforma da Previdência”. A convocação é assinada pelos presidentes das entidades.

Na oportunidade, as centrais repudiaram a campanha enganosa do governo Michel Temer para aprovar a reforma da Previdência. As centrais sindicais orientam para o próximo dia 19 de fevereiro “Dia Nacional de Luta” contra a proposta que está em discussão na Câmara dos Deputados.

Com a palavra de ordem “Se botar pra votar, o Brasil vai parar”, as centrais orientam suas bases a entrarem em estado de alerta e mobilização nacional imediata, com a realização de assembleias, plenárias regionais e estaduais, panfletagens, blitz nos aeroportos, pressão nas bases dos parlamentares e reforçar a pressão no Congresso Nacional.

As centrais sindicais conclamam suas bases a reforçar o trabalho de comunicação e esclarecimento sobre os graves impactos da “reforma” na vida dos trabalhadores e trabalhadoras.

A unidade, resistência e luta serão fundamentais para barrarmos mais esse retrocesso.

Mercado pressiona
Os trabalhos do Congresso Nacional serão retomados na próxima segunda-feira (5). A pauta principal do governo, neste primeiro semestre, é a reforma da Previdência (PEC 287/16). Como 2018 é um ano eleitoral, o mercado sabe que o tempo para votar a matéria será menor.

Desse modo, pressiona o governo e o Congresso para acelerar a aprovação da proposta. O Executivo não reúne os 308 votos mínimos necessários para aprova-la no Legislativo.

Os deputados resistem à aprovação da matéria porque sabem se trata de proposta impopular que retira ou dificulta o acesso à aposentadoria dos trabalhadores, sejam os da iniciativa privada ou servidores públicos.

O governo deseja iniciar os debates e votações da matéria a partir do dia 19 de fevereiro.

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