Trabalho informal é o que mais cresce

Publicado em: 30/10/2018 | 13:25

Os dados do IBGE mostram que a queda da taxa de desemprego foi puxada pelo aumento do trabalho informal ou por conta própria e do número de pessoas que trabalham menos horas do que gostaria.
O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado foi classificado pelo IBGE como estável frente ao trimestre anterior (oscilação positiva de 0,4%) e também no confronto com o mesmo trimestre de 2017 (oscilação negativa de 1%), reunindo 33 milhões de pessoas.
Já o número de trabalhadores sem carteira de trabalho assinada no setor privado (11,5 milhões de pessoas) subiu 4,7% em relação ao trimestre anterior (522 mil pessoas a mais). Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, a alta foi de 5,5% (601 mil pessoas a mais)
A categoria dos trabalhadores por conta própria (23,5 milhões de pessoas) cresceu 1,9% em relação ao trimestre anterior (mais 432 mil pessoas) e aumentou 2,6% (mais 586 mil pessoas) em relação ao mesmo período de 2017.
Segundo o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, na passagem do 2º para o 3º trimestre, a população ocupada aumentou em cerca de 1,4 milhão de pessoas. " Isso traz, como resgate da desocupação, quase meio milhão de pessoas. Esse número é bastante favorável e bem-vindo. Entretanto, essas vagas estão concentradas na informalidade, ou seja, são vagas sem carteira de trabalho assinada ou de trabalho por conta própria”.
O pesquisador destacou que, somados, os trabalhadores sem carteira assinada e os que trabalham por conta própria somam cerca de 35 milhões de pessoas. Já o contingente com carteira de trabalho assinada soma cerca de 32 milhões. "Só esses dois elementos da informalidade somados são superiores ao que se tem de carteira assinada no Brasil".
Na semana passada, o Ministério do Trabalho informou que o Brasil gerou em setembro 137,3 mil empregos com carteira assinada, o melhor resultado para o mês nos últimos cinco anos.
O pesquisador destacou, porém, que foi "a primeira vez depois de 13 trimestres seguidos" que, na comparação anual, a carteira de trabalho assinada não teve queda significativa. "Isso é positivo porque pode estar indicando uma recuperação do mercado de trabalho", afirmou.
 
Subocupação recorde
 
O número de trabalhadores subocupados por insuficiência de horas, ou seja, aqueles que trabalham menos de 40 horas semanais e dizem querer trabalhar mais, atingiu 6,8 milhões no trimestre encerrado em setembro, o maior da série histórica da pesquisa do IBGE, iniciada em 2012.
O contingente de subocupados por insuficiência de horas trabalhadas (6,8 milhões de pessoas) cresceu 5,4% (mais 351 mil pessoas) na comparação com o trimestre encerrado em junho, e aumentou 9,3% (mais 582 mil pessoas) ante 1 ano antes.
 
 
 
 

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