Militar foi treinado para guerra, não INSS, diz especialista em previdência

Publicado em: 28/01/2020 | 17:59


Com 1,3 milhão de pedidos ao INSS sem análise há mais de 45 dias, prazo legal para uma resposta, o governo anunciou o plano de contratar ou convocar até 7.000 militares de reserva para trabalhar no atendimento nas agências, liberando servidores para análise de pedidos.

Para Adriane Bramante, presidente do IBDP (Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário), a contratação de militares temporariamente será um investimento inútil, porque o problema do INSS é estrutural. Ela afirma que Previdência é um assunto complexo e, mesmo para o atendimento, é necessário um treinamento adequado.

"É muito complicado. Para ter uma ideia, a instrução normativa do INSS tem 700 artigos. Como é que ensina, treina essas pessoas? Alguém que foi treinado para a segurança do país, para cuidar de milícias e de guerra. Eles não foram treinados para isso", afirma.

Ela defende a contratação de mais servidores para atualizar na análise de pedidos, além de mais treinamento e mudanças no sistema de concessão como um todo, para acelerar os processos.

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