Prefeito de Santos tratou servidor com descaso, abandono e negligência na pandemia

Publicado: 4/01/2021 | 15:26



Opinião foi expressa pela diretoria do Sindest e servidores.

O prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), tratou os 12 mil servidores da ativa com descaso, abandono e negligência desde o início da pandemia do novo coronavírus.
Não apenas na questão salarial, deixando a categoria sem reajuste na data-base de fevereiro, mas também no fornecimento de equipamentos de proteção individual e coletiva contra a covid 19.
A prefeitura suspendeu as negociações salariais logo no começo das contaminações e obrigou o sindicato dos estatutários (Sindest) a procurar o TJSP (tribunal de justiça de São Paulo), onde tramita dissídio coletivo.
Nos locais de trabalho, o funcionalismo, mesmo sem reajuste salarial, teve muitas vezes que comprar máscaras, álcool em gel e higienizar seus equipamentos profissionais.
O presidente do sindicato, Fábio Marcelo Pimentel, abriu a tradicional ‘live’ de sexta-feira (18) à noite com balanço das dificuldades no trato com a administração municipal durante o ano.
O secretário-geral, Donizete Fabiano Ribeiro, disse que Paulo Barbosa deixa o mandato, em 31 de dezembro, “devendo aos servidores, largados pela prefeitura, o que é uma vergonha”.
O diretor de assuntos profissionais, Carlos Alberto Reis Nobre ‘Carlinhos’, falou das dificuldades do pessoal da saúde e criticou a administração por desrespeitar o pessoal do Samu.


Prefeito deu
pedalada fiscal

O diretor de relações sindicais, Pedro Rodrigues da Matta, lamentou a situação da Capep (caixa de assistência à saúde do servidor), que tem dívidas de R$ 12 milhões com terceiros.
O diretor administrativo, Rogério Catarino, disse que o prefeito “deu uma pedalada fiscal no Iprev (instituto de previdência), anos atrás, para pagar o 13º salário do funcionalismo”.
O diretor de comunicação, Daniel Gomes Araújo, lembrou que vários servidores morreram por causa da covid 19, inclusive no combate à pandemia, e criticou a prefeitura por desleixo.
A ‘live’ mostrou placas que serão entregues a quatro associados, nos próximos dias, por participação na linha de frente da segurança, saúde, assistência social e educação contra a pandemia.
São o inspetor da guarda municipal Adauto Nascimento, a enfermeira Marta Faria, a assistente social Rosana Spinucci Lara e a professora Samantha Barbosa, que também criticaram a administração.
Todos reverenciaram o presidente do sindicato dos trabalhadores em estabelecimentos e serviços de saúde (Sintrasaúde) de Santos e região, Paulo Pimentel, morto na madrugada desta segunda-feira (14), aos 82 anos.
Fábio Pimentel, seu filho, lamentou que três associados do Sintrasaúde estejam detratando a memória de seu pai e disse que iniciará campanha contra eles.