Sindest Santos requereu ao ministério público vacinação dos servidores da educação
A secretária municipal de educação de Santos, Cristina Barletta, desobedece ao prefeito Rogério Santos (PSDB) na determinação de que as aulas semipresenciais na rede pública comecem em 3 de maio.
Ela também desacata decreto do governo estadual de que todos os profissionais de educação com idade acima de 47 anos sejam vacinados contra a covid-19, deixando algumas profissões do setor sem o imunizante.
E o presidente do sindicato dos servidores estatutários (Sindest), Fábio Marcelo Pimentel, acha “muito estranho esse negócio. A secretária manda mais que o prefeito e o governador na educação”.
Apesar da decisão do prefeito de que as aulas semipresenciais só começarão em 3 de maio, na verdade elas poderiam começar nesta segunda-feira (12), conforme orientação de Cristina Barletta.
A secretária fez publicar notícia no ‘site’ da prefeitura, quinta-feira da semana passada (8), com declaração sua, entre aspas, anunciando a abertura no começo desta semana.
Ninguém
quer morrer
De fato, em postagem no Instagram, a secretária comemora o recebimento de fotos na escola Antônio Demóstenes de Souza Brito, “realizando suporte pedagógico para os alunos que necessitam”.
Na postagem ela reafirma que, desde segunda-feira, as escolas, “de acordo com a realidade e necessidade de cada comunidade, estão fornecendo o suporte pedagógico”.
“Muito orgulho de nossos profissionais, que se empenham, a cada dia, seja nas ações das escolas ou na preparação e desenvolvimento das aulas remotas”, diz a nota no Instagram.
Fábio diz que, na verdade, Cristina “obrigou professores substitutos a darem aula naquela escola. Ninguém está ali por livre e espontânea vontade. Ninguém quer morrer de covid”.
“Sabe-se lá o interesse que ela tem de que aquela escola necessite abrir antes do dia determinado pelo prefeito. Queremos saber quem manda nessa brincadeira”, diz o sindicalista.
O presidente do Sindest entende que as escolas particulares pressionam a prefeitura pela reabertura de todos os estabelecimentos, privados e públicos.
Ele cita que, recentemente, uma delas assediou pais de alunos da rede municipal, oferecendo serviços indisponíveis por causa do fechamento determinado pelo prefeito.
Representação ao
ministério público
Sobre a vacinação do pessoal da educação, o presidente do Sindest protocolou representação ao ministério público, na quarta-feira (14), requerendo instauração de procedimento contra a prefeitura.
O documento questiona a omissão dos cargos de agente de portaria, bibliotecários, auxiliares de biblioteca e técnicos em biblioteconomia no plano municipal de imunização dos profissionais de educação.
A representação lembra que, na sexta-feira (9), o sindicato enviou ofício ao prefeito, à secretária de educação e ao secretário de gestão, Adriano Luiz Leocádio, questionando a exclusão.
Fábio revela que os professores readaptados, escalados para bibliotecas e outros setores das escolas, também estão fora da lista de imunizáveis.
Ela também desacata decreto do governo estadual de que todos os profissionais de educação com idade acima de 47 anos sejam vacinados contra a covid-19, deixando algumas profissões do setor sem o imunizante.
E o presidente do sindicato dos servidores estatutários (Sindest), Fábio Marcelo Pimentel, acha “muito estranho esse negócio. A secretária manda mais que o prefeito e o governador na educação”.
Apesar da decisão do prefeito de que as aulas semipresenciais só começarão em 3 de maio, na verdade elas poderiam começar nesta segunda-feira (12), conforme orientação de Cristina Barletta.
A secretária fez publicar notícia no ‘site’ da prefeitura, quinta-feira da semana passada (8), com declaração sua, entre aspas, anunciando a abertura no começo desta semana.
Ninguém
quer morrer
De fato, em postagem no Instagram, a secretária comemora o recebimento de fotos na escola Antônio Demóstenes de Souza Brito, “realizando suporte pedagógico para os alunos que necessitam”.
Na postagem ela reafirma que, desde segunda-feira, as escolas, “de acordo com a realidade e necessidade de cada comunidade, estão fornecendo o suporte pedagógico”.
“Muito orgulho de nossos profissionais, que se empenham, a cada dia, seja nas ações das escolas ou na preparação e desenvolvimento das aulas remotas”, diz a nota no Instagram.
Fábio diz que, na verdade, Cristina “obrigou professores substitutos a darem aula naquela escola. Ninguém está ali por livre e espontânea vontade. Ninguém quer morrer de covid”.
“Sabe-se lá o interesse que ela tem de que aquela escola necessite abrir antes do dia determinado pelo prefeito. Queremos saber quem manda nessa brincadeira”, diz o sindicalista.
O presidente do Sindest entende que as escolas particulares pressionam a prefeitura pela reabertura de todos os estabelecimentos, privados e públicos.
Ele cita que, recentemente, uma delas assediou pais de alunos da rede municipal, oferecendo serviços indisponíveis por causa do fechamento determinado pelo prefeito.
Representação ao
ministério público
Sobre a vacinação do pessoal da educação, o presidente do Sindest protocolou representação ao ministério público, na quarta-feira (14), requerendo instauração de procedimento contra a prefeitura.
O documento questiona a omissão dos cargos de agente de portaria, bibliotecários, auxiliares de biblioteca e técnicos em biblioteconomia no plano municipal de imunização dos profissionais de educação.
A representação lembra que, na sexta-feira (9), o sindicato enviou ofício ao prefeito, à secretária de educação e ao secretário de gestão, Adriano Luiz Leocádio, questionando a exclusão.
Fábio revela que os professores readaptados, escalados para bibliotecas e outros setores das escolas, também estão fora da lista de imunizáveis.
