Jornal do Brasil

O número de mortes nas estradas federais do país chegou a 86 durante o feriado prolongado de Corpus Christi, segundo levantamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgado ontem. No Rio, houve 10 óbitos.

Os dados não incluem as mortes e acidentes nas rodovias de Mato Grosso Sul, mas de acordo com os dados preliminares da PRF, o número foi menor que o ano passado, quando 92 pessoas morreram nas estradas.

Ao todo, foram fiscalizados 61 mil km das estradas. O total de acidentes também caiu (de 1.398 para 1.345), mas o número de feridos cresceu de 858 no ano passado para 867 em 2008.

As rodovias em Minas Gerais foram as mais fatais. O número de mortes chegou a 22, três a mais que no Carnaval. Apenas na quinta-feira, início da operação especial da PRF, o Estado já tinha 12 mortos, 5 no mesmo acidente.

Os demais Estados com mortes foram Santa Catarina (08), São Paulo (06), Bahia (5) e Pernambuco (05). A lista de maiores números de acidentes também começa por Minas, que teve 223. Os outros no início do ranking são Santa Catarina (171), Rio de Janeiro, (123) e São Paulo (120).

Greve atrapalha

A paralisação de parte das atividades dos policiais rodoviários federais prejudica o cálculo da quantidade de acidentes e mortes nas rodovias federais do país, de acordo com a direção do órgão, em Brasília.

O protesto deflagrado a partir da 0h de ontem, segundo o Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (Fenaprf), ocorre devido ao que consideram um descumprimento das cláusulas de um acordo firmado com o governo.

Ontem, representantes da categoria voltaram a afirmar que parte das atividades estão paralisadas devido à grave. Informam, ainda, que o protesto se dá pelo não cumprimento do acordo que previa a exigência do nível superior para ingresso na carreira e o pagamento do reajuste salarial a partir de julho.

Além de afrouxar a fiscalização, os policiais rodoviários federais informaram que não emitiram informações online ao comando do órgão em Brasília a respeito de acidentes e infrações de trânsito.

Divisão

O comando informou ontem que a mobilização estava dividida e que as reivindicações dos agentes já foram atendidas e, portanto, não havia razão para a greve. As estatísticas de todo país – que apontariam as ocorrências registradas no feriado prolongado de Corpus Christi – já deveriam ter sido divulgadas, segundo a assessoria de imprensa do Departamento de Polícia Rodoviária Federal em Brasília. Apenas alguns Estados como o Rio e São Paulo já o fizeram.

O comando do órgão confirma que não recebeu a informação de importantes Estados online e está ligando para cada um para obter os dados. Entre eles está o de Minas, que detém a maior malha de rodovias federais do país. Ainda não há um horário preciso de quando os dados serão divulgados.

Na volta do feriado prolongado de Corpus Christi, os policiais rodoviários federais não realizaram rondas de rotina, segundo o Fenaprf. O sindicato fala em 80% de adesão. (Folhapress)

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Greve dos policiais dificulta levantamento de ocorrências em todo país

Publicado: 27/05/2008 | 09:46


Jornal do Brasil

O número de mortes nas estradas federais do país chegou a 86 durante o feriado prolongado de Corpus Christi, segundo levantamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgado ontem. No Rio, houve 10 óbitos.

Os dados não incluem as mortes e acidentes nas rodovias de Mato Grosso Sul, mas de acordo com os dados preliminares da PRF, o número foi menor que o ano passado, quando 92 pessoas morreram nas estradas.

Ao todo, foram fiscalizados 61 mil km das estradas. O total de acidentes também caiu (de 1.398 para 1.345), mas o número de feridos cresceu de 858 no ano passado para 867 em 2008.

As rodovias em Minas Gerais foram as mais fatais. O número de mortes chegou a 22, três a mais que no Carnaval. Apenas na quinta-feira, início da operação especial da PRF, o Estado já tinha 12 mortos, 5 no mesmo acidente.

Os demais Estados com mortes foram Santa Catarina (08), São Paulo (06), Bahia (5) e Pernambuco (05). A lista de maiores números de acidentes também começa por Minas, que teve 223. Os outros no início do ranking são Santa Catarina (171), Rio de Janeiro, (123) e São Paulo (120).

Greve atrapalha

A paralisação de parte das atividades dos policiais rodoviários federais prejudica o cálculo da quantidade de acidentes e mortes nas rodovias federais do país, de acordo com a direção do órgão, em Brasília.

O protesto deflagrado a partir da 0h de ontem, segundo o Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (Fenaprf), ocorre devido ao que consideram um descumprimento das cláusulas de um acordo firmado com o governo.

Ontem, representantes da categoria voltaram a afirmar que parte das atividades estão paralisadas devido à grave. Informam, ainda, que o protesto se dá pelo não cumprimento do acordo que previa a exigência do nível superior para ingresso na carreira e o pagamento do reajuste salarial a partir de julho.

Além de afrouxar a fiscalização, os policiais rodoviários federais informaram que não emitiram informações online ao comando do órgão em Brasília a respeito de acidentes e infrações de trânsito.

Divisão

O comando informou ontem que a mobilização estava dividida e que as reivindicações dos agentes já foram atendidas e, portanto, não havia razão para a greve. As estatísticas de todo país – que apontariam as ocorrências registradas no feriado prolongado de Corpus Christi – já deveriam ter sido divulgadas, segundo a assessoria de imprensa do Departamento de Polícia Rodoviária Federal em Brasília. Apenas alguns Estados como o Rio e São Paulo já o fizeram.

O comando do órgão confirma que não recebeu a informação de importantes Estados online e está ligando para cada um para obter os dados. Entre eles está o de Minas, que detém a maior malha de rodovias federais do país. Ainda não há um horário preciso de quando os dados serão divulgados.

Na volta do feriado prolongado de Corpus Christi, os policiais rodoviários federais não realizaram rondas de rotina, segundo o Fenaprf. O sindicato fala em 80% de adesão. (Folhapress)