DENYSE GODOY
Folha de S. Paulo

Segundo pesquisa da FGV e da Ernst & Young, o PIB do país crescerá 150% em 22 anos, atingindo US$ 2,4 trilhões

A universalização da educação, a estabilidade de preços e a mobilidade social, que fará crescer o consumo, impulsionarão o país

A um ritmo médio de 4% ao ano, a economia brasileira terá crescido 150% até 2030. O PIB (Produto Interno Bruto), então, chegará aos US$ 2,4 trilhões e o consumo das famílias passará do atual R$ 1,41 trilhão para R$ 3,3 trilhões. O Brasil saltará da décima maior economia para a oitava e terá o quinto maior mercado consumidor mundial. Esse é o futuro que a FGV (Fundação Getulio Vargas) e a empresa de auditoria e consultoria Ernst & Young vislumbram para o país, segundo o estudo "Brasil Sustentável -Crescimento Econômico e Potencial de Consumo", divulgado ontem.
Os propulsores do avanço serão a universalização da educação, a estabilidade de preços e a mobilidade social, causada pelo aumento da renda. "Tal processo faz crescer a classe média e gera uma oportunidade de expansão do mercado consumidor nunca vista antes", afirma o professor Fernando Garcia, da FGV Projetos. De acordo com as projeções que fazem parte da pesquisa, a classe mais baixa, a E (renda mensal até R$ 1.000), vai recuar à taxa média de 0,4% ao ano, encolhendo do tamanho de 31,7 milhões de famílias em 2007 para 29,1 milhões de famílias em 2030.
Nesse mesmo período, a C (renda entre R$ 2.000 e R$ 4.000) crescerá a 4,2% ao ano, chegando a 21,8 milhões de famílias, e a B (renda de R$ 4.000 a R$ 8.000) aumentará 5,4% ao ano, até atingir 11 milhões de famílias.
O mercado consumidor terá uma elevação média de 3,8% por ano nesse intervalo. "Essa evolução é superior à das economias maduras", diz Sergio Citeroni, sócio da Ernst & Young. Com esse contingente de consumidores, o Brasil vai superar a França, o Reino Unido e a Alemanha no ranking dos maiores mercados.
No entanto, entre as potências emergentes que fazem parte do grupo Bric, será apenas o terceiro, atrás da China e da Índia. Já a Rússia ocupará a 10ª posição mundial. "O seu mercado consumidor vai se enfraquecer por conta de dois problemas de saúde pública: a epidemia de Aids e o alcoolismo", comenta Garcia.

Produtos
Os números a respeito do mercado consumidor servem de base para o planejamento de longo prazo das empresas. Por exemplo, diante do envelhecimento da população brasileira, fruto da redução da taxa de natalidade e do crescimento da expectativa de vida, os fabricantes de produtos infantis terão que sofisticar as suas linhas para não perder participação.
Os ramos de produtos que mais crescerão até 2030 são os de higiene pessoal e limpeza (4,8% ao ano), saúde (4,4%) e serviços financeiros (4,4%). Os do segmento de educação e cultura subirão 4,3% por ano -como terão menos filhos, sobrará dinheiro nos orçamentos das famílias para esses itens.
O grupo dos alimentos "in natura" apresentará a menor alta média, de 2,5% ao ano. Já a alimentação fora de casa, ao lado da hospedagem em hotéis, subirá 3,6% por ano.
De acordo com Garcia e Citeroni, o cenário considera que problemas estruturais do Brasil, como a infra-estrutura precária (energia elétrica, rodovias, portos), serão razoavelmente superados, de maneira que não irão atravancar o desenvolvimento.
Para as indústrias, o principal desafio será o investimento em pesquisa e inovação tecnológica. "As empresas terão que se esforçar para diferenciar as suas marcas", frisa Citeroni.

20-08-2008 | 11:03

Folha de S. Paulo

Os reajustes nos salários dos trabalhadores que devem ocorrer neste semestre para repor as perdas causadas pela alta de preços podem elevar a pressão inflacionária neste ano, segundo as analistas Marcela Prada e Cláudia Oshiro, da consultoria Tendências.
Neste semestre, bancários, comerciários, metalúrgicos, petroleiros e químicos, entre outras categorias profissionais com forte organização sindical, devem reivindicar aumento salarial. Até junho, segundo a Tendências, houve forte avanço dos salários na construção civil e na indústria calçadista.
De acordo com a consultoria, o rendimento médio nominal dos brasileiros cresce a cerca de 7% ao ano desde meados de 2005. Isso quer dizer que, com a economia aquecida e a inflação sob controle, os trabalhadores conseguiram ganhos reais de renda no período.
Porém, em razão do aumento dos preços verificado neste ano, os ganhos estão se reduzindo. O cenário se complica porque a alta de preços atingiu, principalmente, os alimentos -item que pesa muito no bolso das famílias mais pobres.
A economista Marcela Prada afirma que a perda do poder de compra pode intensificar a pressão dos trabalhadores.
Para a Tendências, por outro lado, a negociação salarial com os empresários está mais difícil. O aumento dos juros promovido pelo Banco Central para conter os preços e o avanço na cotação das commodities, que pressionaram os custos das matérias-primas, fizeram com que a confiança dos empresários na economia diminuísse.
Apesar da possibilidade de maior pressão inflacionária causada pela expansão da renda e do consumo, a economista afirma que, até agora, os aumentos salariais não pressionaram os custos para os empresários -ao menos na indústria.
"Os reajustes têm ocorrido no setor, mas não têm sido muito altos e, em paralelo, a produtividade vem crescendo, o que acaba compensando os aumentos de salários", diz Marcela Prada.

DECORAÇÃO
César Cini, presidente da Cinex, do setor moveleiro, vai abrir neste ano um estúdio de design que funcionará como centro de pesquisas em Treviso, na Itália. "O desafio é adequar o que é tendência na área de design de móveis na Europa à realidade brasileira." Com foco na venda de partes de móveis para a indústria-como portas de alumínio e de madeira-, a Cini quer oferecer um produto com design qualificado, que permita à empresa crescer 40% em quatro anos.
"Precisamos desenvolver estratégias para crescer sem produzir móveis inteiros e não concorrer com nossos clientes."

TRIÂNGULO
Eros Grau fará o relançamento do livro "Triângulo no Ponto" (Editora Nova Fronteira, 144 págs.) em São Paulo, com noite de autógrafos. O evento acontecerá na Faap, no dia 25. Na obra, o ministro do Supremo Tribunal Federal aborda histórias e experiências eróticas vividas por três personagens durante os anos da ditadura brasileira. "Triângulo no Ponto" foi o primeiro romance do ministro.

TIRO DE META
Orlando Silva (Esportes), em Florianópolis ontem, ouviu do governador Luiz Henrique da Silveira duas promessas para infra-estrutura: a construção de metrô de superfície na capital catarinense e a reforma do estádio do Figueirense. O estádio, orçado em R$ 160 milhões, dobraria a capacidade para 42 mil pessoas -e seria bancado por iniciativa privada.

CIRCULAÇÃO
No primeiro semestre, 45 feiras e congressos internacionais foram apoiados e captados pelo São Paulo Convention & Visitors Bureau. O número já supera o total registrado no ano passado. De janeiro a junho de 2008, 20% dos eventos estavam relacionados à área econômico-financeira, 17,7% ao urbanismo e ao ambiente e 7% à área médica.

ESTUDANTE
Uma das empresas que estão na disputa pela Ática/ Scipione, cuja venda deve ser fechada até setembro, é a Houghton Mifflin. Entre as maiores editoras americanas da área educacional, a Houghton Mifflin faturou US$ 2,5 bilhões em 2007.

NA HISTÓRIA
A BBC Magazines licenciou pela primeira vez o título britânico "BBC History", umas das revistas de história mais vendidas na Inglaterra, para a Editora Digerati, por meio do selo Tríada.

NA CESTA
O programa para coletar embalagens vazias de agrotóxicos promovido pelo Sindicato da Indústria do Fumo recebeu 1,4 milhão de embalagens de fevereiro de 2007 a maio deste ano. Em oito anos, o sindicato investiu R$ 4 milhões no programa.

HUMANIDADE
Robert Rosenfeld, professor fundador da Idea Connection Systems, nos EUA, fará palestra sobre os princípios humanos para a inovação sustentável, no L"Hotel, em São Paulo, na sexta.

20-08-2008 | 11:00

Luís Osvaldo Grossmann
Correio Braziliense

Com o recorde de 203,2 mil postos criados em julho, nos últimos 12 meses já são 1,95 milhão de novos empregos formais no país
 
A sucessão de bons desempenhos deixou o Brasil muito perto de romper o saldo de 2 milhões de empregos formais em um ano. Nos últimos 12 meses, a diferença entre contratados e demitidos é positiva em 1,95 milhão de postos de trabalho. E o ritmo continua forte. O saldo entre janeiro e julho deste ano, de 1.564.606 empregos, já é o novo recorde para o período. O acumulado é 28% superior ao dos sete primeiros meses de 2007 e 26,5% maior que o recorde anterior, de 2004.

Tão importante é a constatação de que as contratações superam as demissões em todos os estados e setores da economia. “Há um crescimento generalizado, que tende a continuar forte pela recuperação do poder de compra. A economia está indo bem, o emprego cresce em todos os estados e todos os setores e a inflação já está em queda. Tenho certeza que bateremos a marca de dois milhões de pessoas com carteira assinada em 2008”, festejou o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, ao divulgar os dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Mesmo sem repetir o resultado histórico de junho, quando a diferença entre admitidos e demitidos foi de 309,4 mil empregados, o saldo de 203,2 mil postos em julho foi recorde para o mês no país, em nove unidades da Federação e ainda em duas regiões (Nordeste e Sul). A geração de vagas na construção civil (35 mil) e na administração pública (6,5 mil) são igualmente recordes para os setores no mês. Agricultura, serviços e indústria tiveram em julho o segundo melhor desempenho da série histórica, atrás apenas de 2004.

Em números absolutos, o setor de serviços, com saldo de 490,1 mil empregos no acumulado do ano, foi o maior gerador de postos de trabalho, seguido da indústria de transformação (355,3 mil), agricultura (271,9 mil), construção civil (232,2 mil), comércio (157,4 mil), administração pública (39,2 mil) e extrativa mineral (9,8 mil).

O maior dinamismo, porém, continua com a construção, onde o crescimento sobre julho do ano passado foi de 85,6%, índice que deixa o setor na liderança por 14 meses consecutivos. Nos sete meses desde janeiro a expansão foi de 100%. “Os financiamentos para a casa própria continuam aquecidos e já vemos reflexos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento)”, arriscou o ministro Carlos Lupi.

Ainda que não conheça as estatísticas, Adriano Barbosa Sales concorda que o momento é favorável a quem procura emprego. Desde 2003 ele trabalhava como guardador de carros na 408 Sul, o que o fez conhecido dos lojistas da quadra. Depois do “bico” como vigia noturno da reforma de uma das lojas, conquistou a confiança e uma indicação para um emprego formal.

“Tem quatro meses que estou contratado. O dinheiro que eu ganhava vigiando carro era bom, mas nunca dava porque gastava tudo no mesmo dia. Agora pego o dinheiro todo de uma vez e ainda tenho férias, 13º e fundo de garantia (FGTS)”, afirma Sales, novo manobrista com carteira assinada. A festa é dupla, porque a mais velha das quatro filhas também conseguiu emprego, em uma loja de roupas. Com renda garantida, o ex-guardador de carros já faz planos para as economias. “Só conheço o mar pela televisão e jornal, quero ver se passo pelo menos uns três dias no Rio de Janeiro”, conta.

20-08-2008 | 10:57

Jornada Nacional de Debates das centrais vai fortalecer as campanhas salariais pela elevação dos pisos Em entrevista ao Portal do Mundo do Trabalho, o secretário geral da CUT, Quintino Severo, fala sobre a Jornada Nacional de Debates - Inflação e as Campanhas Salariais, a luta das centrais pela recuperação do poder aquisitivo dos salários, a importância da valorização dos pisos e o combate à política de juros altos implementada pelo Banco Central contra a economia nacional.

 

Qual a importância da "Jornada Nacional de Debates – Inflação e as Campanhas Salariais", organizada pelas centrais sindicais com o apoio do Dieese. Esta ação unificada abre espaço para uma mobilização mais contundente no segundo semestre?

 

Creio que esta é uma iniciativa acertada das centrais sindicais, que teve participação importante do Dieese como articulador e mediador inclusive desta relação. É uma decisão que vai possibilitar uma saída conjunta, uma alternativa frente ao pico de inflação ocorrido nesse último período. Tenho certeza que uma ação nacional como esta que estamos desenvolvendo, com o conjunto do movimento sindical brasileiro, possibilitará que a política adotada na recuperação dos pisos e na recuperação dos salários, de combate à corrosão inflacionária, seja vitoriosa. Essa é uma expectativa comum de todos. Nós da CUT vamos apostar nesta possibilidade, até porque fomos a primeira central a orientar, em resolução da executiva nacional, para que nossas categorias tomassem iniciativas no sentido de recuperar eventuais perdas, entre elas a elevação dos pisos, já que a faixa salarial que mais perde com a inflação é a de salários mais baixos. Esta é uma iniciativa que poderá amenizar esse prejuízo para os trabalhadores que ganham menos.

 

Há indicativos de que a inflação estacionou. Como vês a atuação das centrais, tendo como foco principalmente as grandes categorias neste momento que antecede à Marcha a Brasília?

 

Primeiro, é muito positivo que a inflação tenha estacionado, parado de crescer e comece a reduzir. Isso demonstra que mais uma vez nós trabalhadores estamos corretos quando defendemos que não seja aplicada essa política de alta nas taxas de juros para conter a inflação. Novamente fica evidenciado que nós da CUT que temos combatido essa opção pelo juro alto estamos corretos. Inflação não se combate impedindo consumo e elevando juro, ainda mais uma inflação que é pontual, especulativa, bastante restrita ao setor de alimentos. Na verdade, a alta dos juros só prejudica o desenvolvimento nacional, o crescimento da economia. Em segundo lugar, as grandes categorias contribuem nesta mobilização porque ajudam com as que têm menos poder de pressão a recuperar seus pisos. Então é fundamental que as campanhas salariais do segundo semestre, que movimentam grandes categorias, tenham sucesso na recuperação do piso, pois isso influencia de uma forma geral para uma elevação do conjunto dos salários, já que é um movimento que não se restringe só ao piso. Esta pressão se refletirá positivamente nos demais salários. Da mesma forma, os pisos salariais estaduais, que têm impacto importante nos salários das demais categorias a nível regional. Não tenho dúvida que esta ação terá reflexos positivos importantes não só para os salários, mas para o avanço das conquistas da classe trabalhadora como um todo.

 

No momento em que a mídia mais pressionava para tentar taxar o aumento salarial de "inflacionário", o presidente Lula declarou no ABC que os trabalhadores deveriam correr atrás, já que as empresas estavam ampliando sua produtividade e ganhando como nunca. Como isso tem influenciado a pressão da base?

 

Primeiro é importante reafirmar que no nosso país nunca o salário teve relação direta com a inflação. Aumento salarial, na nossa opinião, e a prática tem demonstrado isso, não é nem de longe o fator determinante para a alta inflacionária. O que influencia sobre a inflação é a especulação, a ação dos grandes grupos econômicos que dominam o mercado e elevam a taxa inflacionária. É completamente descabido o argumento que tenta responsabilizar os salários pela alta inflacionária. Até porque já vivenciamos no país períodos de hiperinflação quando nunca se pagou tão pouco aos trabalhadores. Portanto não há nenhuma possibilidade de concordarmos com esse argumento. Segundo: é fundamental que os trabalhadores recuperem o seu poder de compra, que haja um processo de melhora na distribuição de renda no Brasil. E o momento de distribuir renda é o do acordo coletivo, onde se discute salário. Portanto temos que apostar toda nossa mobilização, todo nosso esforço e energia no sentido de garantir que neste momento das convenções coletivas a gente recupere o salário e distribua renda. Essa disposição dos trabalhadores está aparecendo em vários estados.

 

De que forma a 12ª Plenária Nacional e a assembléia na Praça Matriz de São Bernardo contribuíram para esta ação?

A plenária refletiu o estímulo e a animação que está a nossa militância. As resoluções que aprovamos dialogam com este momento novo. Por um lado o desafio de organização da própria classe trabalhadora, do movimento sindical, e por outro o desafio de construir projetos para a sociedade que levem em consideração a distribuição de renda, a valorização do trabalho e a ampliação de direitos, elementos que ficaram muito explícitos nas resoluções que tomamos. A própria assembléia de encerramento da plenária energizou todos nós. Saímos daquela belíssima passeata em São Bernardo, encerrada com a assembléia, com um saldo extremamente positivo, deixando para todos nós a expectativa e a certeza de que retornamos para os nossos Estados com muita vontade de implementar o que foi decidido coletivamente.
Fonte: CUT

18-08-2008 | 12:10

A Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) do Senado agendou para, esta terça-feira (19), às 11h30, a votação, entre outras matérias, do PLS 100/07, que institui a Política de Redução dos Efeitos da Seca na Amazônia.

 

O projeto confere à União a tarefa de coordenar as atividades de defesa civil quando houver estiagens intensas decorrentes de eventos climáticos extremos.

 

Ainda de acordo com a proposição, caberá à União, em casos de emergência ou estado de calamidade pública comprovados, criar frentes de trabalho para limpeza e desassoreamento de cursos d'água, executar obras para mitigar os efeitos imediatos da seca, dar apoio às atividades de defesa civil, bem como desenvolver ações de conscientização da população sobre a necessidade de conservar a vegetação em áreas de preservação permanente.
fonte: diap

18-08-2008 | 11:29

O registro da escritura pública do imóvel destinado à residência de família comprovadamente pobre poderá ser gratuito. Esse é o objetivo da proposta de emenda à Constituição (PEC 55/05) do senador José Maranhão (PMDB/PB), que deverá ser apreciada, nesta quarta-feira (20), pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado.

 

Na justificação da matéria, José Maranhão aponta como uma das principais demandas da sociedade brasileira o acesso à moradia digna. O Nordeste, informa o senador, lidera o ranking da carência habitacional no país, com necessidades estimadas de 2,6 milhões de residências.

fonte: diap

18-08-2008 | 11:18

O Projeto de Lei do Senado (PLS 250/05 – Complementar), do senador Paulo Paim (PT/RS), que pretende estabelecer novas regras para aposentadoria de servidores portadores de necessidades especiais poderá ser aprovado nesta quarta-feira (20) na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

 

A proposta estabelece requisitos e critérios diferenciados para a concessão do benefício previdenciário aos servidores portadores de necessidades especiais. Entre elas, a garantia da aposentadoria especial após 25 anos de contribuição.

 

O relator da matéria é o líder do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), que emitiu parecer favorável ao projeto.

 

Ações judiciais

Ainda em relação aos deficientes públicos, destacamos da agenda da CCJ o PLS 216/04, que pretende dar prioridade de tramitação às causas judiciais em que seja parte a pessoa portadora.

 

O projeto, do senador Álvaro Dias (PSDB/PR), conta com parecer favorável da relatora, a líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC).

Fonte: diap

18-08-2008 | 11:15

Os senadores votaram na semana passada apenas um projeto de lei de conversão  (PLV) apresentado à medida provisória. Nesta semana, a pauta permanece trancada com dois PLVs, tendo, portanto, prioridade de votação antes das demais 55 proposições que compõem a agenda.

 

Medidas provisórias

PLV 19/08, proveniente da MP 428/08, altera a legislação tributária federal com o objetivo de implementar um conjunto de medidas para a política de desenvolvimento do País, visando fomentar investimentos privados, pesquisas científicas e tecnológicas, a produtividade da indústria nacional e a participação das exportações brasileiras no mercado internacional, conforme exposição de motivos do Executivo assinada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.

 

PLV 20/08, proveniente da MP 429/08, que autoriza a União a participar do Fundo de Garantia para a Construção Naval (FCGN). Pela proposta, a União poderá participar, com até R$ 1 bilhão, para a formação do patrimônio do novo fundo, a ser criado para proteger o crédito concedido pelos bancos a estaleiros com recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM). A MP estabelecia o limite de R$ 400 milhões.

Fonte: diap

18-08-2008 | 10:38

O PL 3.538/04, do deputado Nelson Marquezelli (PTB/SP), que altera a Lei 8.036, de 11 de maio de 1990, dispondo sobre o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e dá outras providências, é um dos destaques desta semana na Comissão de Trabalho da Câmara.

 

O objetivo do parlamentar é permitir a movimentação do saldo da conta vinculada para aquisição de máquinas e implementos agrícolas. O relator da matéria, deputado Marco Maia (PT/RS), apresenta parecer pela aprovação do projeto.

 

Na última reunião do colegiado a proposta chegou a ser votada. Mas as divergências com a matéria, que permeiam no colegiado fez com que o deputado Paulo Rocha (PT/PA) solicitasse um pedido de verificação, (confirmar o quorum na comissão). Com o colegiado vazio a sessão foi encerrada.

 

A proposta deverá retornar à discussão e votação, nesta quarta-feira (20), no plenário 12, às 10h.

 

Terceirização

Também consta na pauta da Comissão, o PL 6.975/06, do deputado Nelson Pellegrino (PT/BA), que dispõe sobre a formação compulsória de provisão, pelas empresas prestadoras de serviços, para o pagamento de obrigações trabalhistas.

 

A matéria tem como relator o deputado Sandro Mabel (PR/GO) e seu parecer é pela aprovação, com emendas.

Fonte: Diap

18-08-2008 | 09:59

Alessandra Duarte e Waleska Borges
O Globo

Encostados nas pesquisas, Jandira e Eduardo Paes investem tudo em propostas para o setor e nas críticas a Cesar

Disputando hoje o segundo lugar na briga pela prefeitura do Rio, os candidatos Jandira Feghali (PCdoB) e Eduardo Paes (PMDB) apostam que a saúde decidirá quem vai para o segundo turno. Jandira tem se apresentado como médica e intensificado suas visitas a unidades de saúde, enquanto Paes diz, em seus folhetos, que esse é o tema número um de sua lista de compromissos.

Segundo a última pesquisa Datafolha, divulgada em julho, os dois estão tecnicamente empatados em segundo lugar, com 16% e 13%, respectivamente (a margem de erro é de três pontos). O primeiro é Marcelo Crivella (PRB), com 24% na época. Assessores de Jandira e Paes dizem que, em pesquisas qualitativas, a saúde foi citada como um dos problemas que mais angustiam o eleitor carioca. A disputa entre eles é não só para conseguir uma vaga no segundo turno, mas as duas, se possível, tentando passar Crivella.

Dengue reforçou no eleitor os problemas na área

Para especialistas, a epidemia de dengue no Rio fez com que os problemas na saúde estejam vivos na memória. Na últimas eleições, o próprio prefeito Cesar Maia admitiu que ficou a dever no setor.

No último dia 8, Paes fez questão de se apresentar ao lado do ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Jandira, por sua vez, já visitou 16 unidades da saúde desde o início da campanha de rua, em julho. Num minicomício para cerca de 40 pessoas - em protesto contra o fechamento da Maternidade Leila Diniz, em Jacarepaguá -, ela disse que vai lançar seu programa de saúde amanhã, em Bangu. Depois de Paes aparecer ao lado de Temporão, foi a vez de Jandira dizer que vai entregar em mãos, ao ministro da Saúde, seu programa para o setor.

Segundo a coordenação da campanha de Jandira, a equipe fez uma pesquisa qualitativa sobre os interesses dos eleitores: a saúde foi citada como uma das principais demandas, ao lado da sensação de insegurança e de desordem urbana. Jandira já disse que a marca da sua gestão será "o fim da fila de espera e do jogo de empurra na saúde", com ampliação do programa Saúde da Família e um plano de cargos e salários para profissionais do setor:

- Qualquer candidato que fale de saúde vai ser uma roupagem artificial. Essa é minha história, minha vida. É difícil qualquer outro candidato falar de saúde com credibilidade como eu. É muito difícil que alguém arranque a bandeira da saúde da minha mão.

Essa bandeira, porém, já está também na campanha de Paes. Em suas visitas a unidades de saúde - 15, até a última quarta-feira -, ele frisa que o tema será prioridade. Paes anunciou a criação de 40 Unidades de Pronto-Atendimento 24 horas, modelo usado pelo governo estadual. Também propôs a construção de cinco Centros de Referência da Saúde da Mulher e a criação de clínicas da família com clínico geral, pediatra, ginecologista e dentista.

- A saúde é a maior angústia da população e o principal problema da cidade. Ela será prioridade 01. Vamos gastar pelo menos 20% das receitas próprias do município com a área de saúde, o que corresponde a um aumento de pelo menos 35% do que é gasto hoje. Será o secretário que vai ter mais recursos para trabalhar.

De acordo com Marcello Faulhaber, coordenador do plano de governo de Paes, a saúde como prioridade foi definida pelo candidato em conversas dele com eleitores. Segundo Faulhaber, pesquisas quantitativas e qualificativas determinaram as ações propostas por Paes.

- As pesquisas confirmaram as reclamações da população. A saúde é um tema emblemático, principalmente na Zona Oeste, onde existe um vazio sanitário absoluto - disse.

Presidente de Sindicato dos Médicos fala em calamidade

O presidente do Sindicato dos Médicos do Rio, Jorge Darze, disse que a precária rede de atenção básica, a baixa cobertura do Programa de Saúde da Família (PSF) - que abrange só 8% da população -, além das emergências sucateadas dos hospitais, são os principais problemas:

- A rede de saúde pública vive um estado de calamidade. As emergências dos hospitais precisam de novos equipamentos e de reformas estruturais. Também há falta de recursos humanos. Estimo que, para suprir a carência de médicos na rede básica, nas emergências e no PSF seriam necessários cerca de 6 mil profissionais.

Segundo Darze, o sindicato tem promovido reuniões com os candidatos, convidados a assinar uma carta-compromisso com propostas para a saúde. Já participaram Fernando Gabeira (PV), Eduardo Serra (PCB) e Chico Alencar (PSOL).

Para o professor do Instituto de Medicina Social da Uerj Ruben Mattos, a epidemia de dengue trouxe para o dia-a-dia dos eleitores cariocas a sensação de caos na saúde:

- Isso já era consenso entre os profissionais da área de saúde coletiva nas últimas eleições, e a dengue agora deixou essa sensação clara para os eleitores. Trouxe a saúde para o cotidiano das pessoas. Os candidatos estão vendo que vai somar votos quem falar de serviços da atenção básica de saúde.

O professor de sociologia do Iuperj Luiz Werneck Vianna disse que a saúde será um dos temas que definirão o rumo das eleições:

- A grande questão das eleições é quem vai para o segundo turno contra o Crivella, e a saúde será usada como um dos pontos a decidir quem vai chegar com ele.

Para o professor de ciência política da PUC Ricardo Ismael, Jandira, ao se apresentar como médica, adota um "discurso mais universalista", que sensibiliza a população. Já Paes se mostra como alguém que, por ser do PMDB, pode articular com a Secretaria estadual de Saúde e com o ministro Temporão.

15-08-2008 | 11:18