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Falta de sessões favorece Paulinho

Tiago Pariz Correio Braziliense Deputado ganha tempo para reduzir pressão pela cassação do mandato e apresentar defesa ao Conselho de Ética da Câmara. Perspectiva do relator Paulo Piau é que o processo seja votado depois das eleições O esforço da Câmara de realizar uma semana de votações encurtou o período para o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) apresentar a defesa escrita ao Conselho de Ética. Mas isso não deve ser relevante para todo o processo. Os mais de 20 dias que se passaram desde a escolha do relator deu a Paulinho tempo para ele costurar acordos e esfriar o clima negativo que havia se instalado na Casa. O Conselho de Ética instaurou o processo no dia 3 deste mês e indicou o deputado Paulo Piau (PMDB-MG) para a relatoria. Com isso, deu início a contagem de cinco sessões ordinárias para apresentação da defesa escrita. Até ontem, no entanto, apenas quatro foram contabilizadas. A explicação deve-se à longa votação em torno da criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS). Como o tema encontrava resistências diversas, a saída foi não marcar sessões ordinárias, apenas extraordinárias. O advogado de Paulinho, Leônidas Scholz, informou que utilizará as cinco sessões como previsto pelo Regimento da Câmara e não pretende apresentar o documento antes do prazo. Nesse ínterim, o Conselho de Ética também não realizou nenhuma sessão. A única que estava marcada acabou sendo adiada. “Para não ficar de braços cruzados, eu acabei me debruçando sobre os documentos que a Polícia Federal nos enviou”, disse Paulo Piau. A aposta de que o processo ficará para depois da eleição municipal de outubro dá a Paulo Pereira da Silva tempo para reverter a situação deteriorada que ele sofria logo após as denúncias de que teria sido beneficiado por um esquema de desvio de verbas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Aproximação Foi ele o responsável por viabilizar a aproximação de PCdoB, PDT e PSB com a ex-ministra Marta Suplicy na corrida pela prefeitura de São Paulo. A idéia é que o apoio ao PT agora se transforme em votos contra sua cassação no plenário da Câmara. Paulinho também aposta que a Força Sindical será fundamental em mobilizar sindicatos de base para apoiá-lo. O relator Paulo Piau deseja concluir o processo contra o deputado do PDT paulista no começo do segundo semestre. Apesar de desejar celeridade, ele acredita que o tempo joga contra Paulinho. “Se esse processo se arrastar por muito tempo, podem surgir novas denúncias e prejudicar ainda mais sua defesa”, disse o peemedebista. Se esse processo se arrastar por muito tempo, podem surgir novas denúncias e prejudicar ainda mais sua defesa Deputado Paulo Piau (PMDB-MG), relator do processo Relatoria quer manter pauta O deputado Paulo Piau (PMDB-MG) trabalha com a possibilidade de deslanchar na próxima semana o processo de cassação de Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), no Conselho de Ética. Assim que o pedetista apresentar a defesa escrita ao colegiado, Piau pretende apresentar a sugestão de nomes que ajudarão no processo. Entre os que podem se sentar no Conselho, estão o policial militar Wilson Consani Júnior, o advogado Ricardo Tosto, o ex-assessor de Paulinho na Força Sindical, João Pedro Moura, e o empresário Marcos Vieira Mantovani. Eles são os principais envolvidos no esquema de suposta fraude no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que acabaram presos durante a Operação Santa Tereza, da Polícia Federal. O relator quer ouvir até a mulher de Paulinho, Elza de Fátima Costa Pereira. O esforço é para evitar o esfriamento do caso. Como o Conselho de Ética estava parado, os deputados integrantes do órgão também aproveitaram para se dedicar às campanhas municipais. O deputado Leonardo Monteiro (PT-MG) afirmou que aguarda indicações de Piau para se posicionar sobre o caso e começar a formular um juízo sobre Paulinho. “Eu tenho informações baseadas nas matérias jornalísticas e no material da Corregedoria (da Câmara). Estou esperando a reunião do Conselho e acredito que com o recesso em julho, todo o processo vai ficar para o segundo semestre”, disse Monteiro. O petista também trabalha com a hipótese de que o alargamento do prazo da defesa de Paulinho não contribui para criar um clima pró-absolvição. “Vamos votar em cima de fatos. Não vejo qualquer tipo de influência política neste caso”, afirmou Leonardo Monteiro.

Tiago Pariz
Correio Braziliense

Deputado ganha tempo para reduzir pressão pela cassação do mandato e apresentar defesa ao Conselho de Ética da Câmara. Perspectiva do relator Paulo Piau é que o processo seja votado depois das eleições 
 
 
O esforço da Câmara de realizar uma semana de votações encurtou o período para o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) apresentar a defesa escrita ao Conselho de Ética. Mas isso não deve ser relevante para todo o processo. Os mais de 20 dias que se passaram desde a escolha do relator deu a Paulinho tempo para ele costurar acordos e esfriar o clima negativo que havia se instalado na Casa.

O Conselho de Ética instaurou o processo no dia 3 deste mês e indicou o deputado Paulo Piau (PMDB-MG) para a relatoria. Com isso, deu início a contagem de cinco sessões ordinárias para apresentação da defesa escrita. Até ontem, no entanto, apenas quatro foram contabilizadas. A explicação deve-se à longa votação em torno da criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS). Como o tema encontrava resistências diversas, a saída foi não marcar sessões ordinárias, apenas extraordinárias. O advogado de Paulinho, Leônidas Scholz, informou que utilizará as cinco sessões como previsto pelo Regimento da Câmara e não pretende apresentar o documento antes do prazo.

Nesse ínterim, o Conselho de Ética também não realizou nenhuma sessão. A única que estava marcada acabou sendo adiada. “Para não ficar de braços cruzados, eu acabei me debruçando sobre os documentos que a Polícia Federal nos enviou”, disse Paulo Piau.

A aposta de que o processo ficará para depois da eleição municipal de outubro dá a Paulo Pereira da Silva tempo para reverter a situação deteriorada que ele sofria logo após as denúncias de que teria sido beneficiado por um esquema de desvio de verbas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Aproximação
Foi ele o responsável por viabilizar a aproximação de PCdoB, PDT e PSB com a ex-ministra Marta Suplicy na corrida pela prefeitura de São Paulo. A idéia é que o apoio ao PT agora se transforme em votos contra sua cassação no plenário da Câmara. Paulinho também aposta que a Força Sindical será fundamental em mobilizar sindicatos de base para apoiá-lo.

O relator Paulo Piau deseja concluir o processo contra o deputado do PDT paulista no começo do segundo semestre. Apesar de desejar celeridade, ele acredita que o tempo joga contra Paulinho. “Se esse processo se arrastar por muito tempo, podem surgir novas denúncias e prejudicar ainda mais sua defesa”, disse o peemedebista.

Se esse processo se arrastar por muito tempo, podem surgir novas denúncias e prejudicar ainda mais sua defesa 

Deputado Paulo Piau (PMDB-MG), relator do processo
 
Relatoria quer manter pauta

O deputado Paulo Piau (PMDB-MG) trabalha com a possibilidade de deslanchar na próxima semana o processo de cassação de Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), no Conselho de Ética. Assim que o pedetista apresentar a defesa escrita ao colegiado, Piau pretende apresentar a sugestão de nomes que ajudarão no processo.

Entre os que podem se sentar no Conselho, estão o policial militar Wilson Consani Júnior, o advogado Ricardo Tosto, o ex-assessor de Paulinho na Força Sindical, João Pedro Moura, e o empresário Marcos Vieira Mantovani.

Eles são os principais envolvidos no esquema de suposta fraude no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que acabaram presos durante a Operação Santa Tereza, da Polícia Federal. O relator quer ouvir até a mulher de Paulinho, Elza de Fátima Costa Pereira. O esforço é para evitar o esfriamento do caso.

Como o Conselho de Ética estava parado, os deputados integrantes do órgão também aproveitaram para se dedicar às campanhas municipais. O deputado Leonardo Monteiro (PT-MG) afirmou que aguarda indicações de Piau para se posicionar sobre o caso e começar a formular um juízo sobre Paulinho.

“Eu tenho informações baseadas nas matérias jornalísticas e no material da Corregedoria (da Câmara). Estou esperando a reunião do Conselho e acredito que com o recesso em julho, todo o processo vai ficar para o segundo semestre”, disse Monteiro.

O petista também trabalha com a hipótese de que o alargamento do prazo da defesa de Paulinho não contribui para criar um clima pró-absolvição. “Vamos votar em cima de fatos. Não vejo qualquer tipo de influência política neste caso”, afirmou Leonardo Monteiro.