Os deputados encerraram suas atividades na última sexta-feira (17) e deixaram na pauta da Câmara propostas polêmicas que devem motivar novos embates entre Governo e oposição a partir de agosto.

Os líderes não chegaram a um entendimento sobre a votação da reforma tributária e ainda engavetaram as mudanças oficiais na tramitação das MPs (medidas provisórias).

Um dos primeiros itens da pauta é a reforma tributária. A proposta enfrenta uma "obstrução branca" porque não conseguiu contar com apoio fechado nem de Governo nem da oposição.

A grande resistência vem dos governadores que temem perder arrecadação e pressionam suas bancadas a evitarem a votação da matéria.

Após divergências em relação ao texto e uma "obstrução branca", a reforma tributária deve ser votada logo depois do fim do recesso.

Segundo o relator da proposta, deputado Sandro Mabel (PR/GO), a matéria tem fôlego para entrar na pauta. "O presidente [da Câmara, Michel Temer (PMDB/SP)] se comprometeu a colocá-la em votação na primeira quinzena de agosto".

A reforma tramita na Câmara há 16 meses.

A bancada governista tentou levá-la a discussão em plenário, mas não encontrou apoio de toda a base nem da oposição, que recusou debater o texto.

Segundo Mabel, eles realizam uma "obstrução branca", já que os líderes dos partidos haviam entrado em um acordo.

"É uma votação muito importante para a população do país. Não pode virar uma questão política", disse o relator.

"A oposição acha que o Lula vai ter mais cacife para as eleições de 2010, se a reforma for aprovada durante seu Governo".

Quando voltarem das férias, os deputados precisam analisar pelo menos outros seis projetos de lei, cinco propostas de emendas constitucionais e quatro medidas provisórias que já foram aprovados pelos deputados e deveriam ser votados no primeiro semestre.

Os parlamentares, no entanto, não demonstram nenhum entusiasmo para retomar as discussões da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que modifica a tramitação das medidas provisórias.

Aprovada em primeiro turno no final do ano passado, o texto que era prioridade foi deixado de lado depois que Temer encontrou uma brecha constitucional que garante o funcionamento da Casa mesmo que a pauta estiver trancada.

Segundo Temer, que é advogado constitucionalista, apenas leis ordinárias ficam impedidas de serem votadas. Ficam liberadas as votações de projeto de lei complementar, de decreto legislativo e de resolução e propostas de emenda à Constituição.

O problema é que os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) ainda precisam referendar em plenário o entendimento do presidente da Câmara. Além disso, o Senado ainda não adotou a medida e, portanto, pode recorrer à PEC das MPs.

O texto da PEC prevê a inversão de pauta nas votações após apresentação de requerimento da maioria absoluta dos parlamentares e determina que as comissões de Constituição e Justiça da Câmara e do Senado sejam responsáveis por delimitar a urgência das medidas.

De acordo com interlocutores de Temer, a proposta de emenda, provavelmente, "vai ficar para escanteio". Na semana passada, Temer ao comentar as votações do ano chegou a dizer que seu novo mecanismo de votação foi um "marco" para o Congresso. (Fonte: Folha Online)

21-07-2009 | 09:50

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados divulgou relatório com o balanço do trabalho realizado no primeiro semestre deste ano.

O documento - contendo sessenta e quatro páginas - traz uma síntese de cada uma das audiências públicas, seminários e outros tipos de atividades promovidas pela Comissão de fevereiro até julho, além das principais deliberações legislativas ocorridas na sua esfera.

Na apresentação, o deputado Luiz Couto (PT/PB), presidente da Comissão, destacou alguns temas e desafios enfrentados pelo colegiado e reconheceu a importância da contribuição de militantes, entidades e movimentos sociais que atuam na defesa dos direitos humanos.

Couto também mencionou embates travados contra os representantes do agronegócio em algumas matérias.

"Foram rejeitados vários outros projetos de iniciativa de membros da bancada ruralista que tentavam impedir, por meio de decretos legislativos, atos de homologação de áreas indígenas e territórios quilombolas", diz o texto assinado pelo parlamentar.

Um tema bastante presente nas atividades do primeiro semestre foi o direito à memória e à verdade sobre o último período ditatorial (1964-1985), além das questões ligadas aos pedidos de anistia, tanto no âmbito político (pela Lei 10.559/02) quanto na área trabalhista (Lei 8.878/94).

Uma conquista significativa e inédita foi a convocação da 1º Conferência Nacional de Comunicação.

Em 16 de abril, o Ministério das Comunicações publicou o decreto convocando o evento, após quase dois anos de pressão da Comissão Pró-Conferência Nacional de Comunicação, articulação composta pela CDHM junto com trinta e seis entidades nacionais.

Para o segundo semestre, a agenda da Comissão já prevê atividades sobre diversos temas:

- sistema carcerário e segurança pública,

- direitos das crianças e adolescentes,

- criminalização de defensores de direitos humanos e movimentos sociais,

- direito humano à alimentação adequada,

- deficientes,

- promoção da tolerância religiosa,

- jovens e consumo de drogas, entre vários outros, são assuntos que vão mobilizar parlamentares, organizações e autoridades do poder público através de atividades da Comissão. (Fonte: Agência Informes)

21-07-2009 | 09:49

Um sindicato de trabalhadores foi punido pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, em São Paulo, por fazer greve sem autorização dos filiados.

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de São Paulo, Mogi das Cruzes e Região não comprovou ao tribunal que a paralisação iniciada no dia 24 de março foi aprovada em assembleia geral pelos próprios empregados.

Os participantes do movimento terão de compensar os dias não trabalhados.

A ação de Dissídio Coletivo de Greve foi movida pelo sindicato contra a Etelbrás Eletrônica Telecomunicações, para que fosse declarada a legitimidade da paralisação.

Segundo a Seção Especializada em Dissídios Coletivos do TRT-2, o direito de greve previsto na Lei 7.783/89 não dá aos sindicatos o direito de violar outras previsões da mesma lei.

Para a relatora do processo, desembargadora Anelia Li Chum, "deve ser declarada abusividade do movimento grevista em exame, eis que constitui abuso do direito de greve a inobservância das normas contidas na supra referida lei de greve, a teor do que prescreve o seu artigo 14".

A decisão é de 17 de junho e foi publicada na último terça-feira (14) no Diário Oficial Eletrônico do TRT-SP.

O artigo 14 da Lei 7.783/89 classifica como abuso do direito de greve qualquer "inobservância das normas contidas na presente lei", tais como a necessária convocação de assembleia geral "que definirá as reivindicações da categoria e deliberará sobre a paralisação coletiva da prestação dos serviços", conforme o artigo 4º.

Por isso, os juízes da Seção decidiram, por maioria, extinguir o Dissídio Coletivo de Greve, movido pelo sindicato, sem avaliar o mérito da questão.

Por unanimidade, porém, eles julgaram a greve abusiva e determinaram a compensação dos dias não trabalhados pelos empregados que aderiram ao movimento.

A greve questionada foi a segunda consecutiva organizada pelo sindicato.

Quando a primeira ocorreu, a empresa ofereceu prêmio aos trabalhadores que não aderissem à paralisação, o que motivou a entidade a exigir o pagamento do mesmo bônus a todos, pelo princípio da isonomia e pelas regras da Organização do Trabalho e Organização Sindical.

Esse foi um dos motivos que levaram à segunda mobilização.

O sindicato também alegou haver assédio moral e perseguição contra membros da comissão da fábrica, como dispensas, punições e intimidações sem motivo.

Também pediu o pagamento de vale-transporte e vale-refeição referentes aos dias parados da primeira greve, o fim da terceirização dos serviços e o pagamento de adicional de insalubridade.

Alegou que a greve não era abusiva e pediu a estabilidade dos grevistas no trabalho por seis meses.

Em audiência de instrução ocorrida em 31 de março, o desembargador Nelson Nazar propôs que os trabalhadores voltassem ao serviço, desde que a empresa mantivesse abertas as negociações.

A empresa, então, demitiu seis funcionários - um deles por justa causa -, o que foi entendito pelo sindicato como retaliação. A paralisação foi retomada em 9 de abril.

A empresa alegou que, a partir dessa data, foram organizados piquetes em frente à fábrica.

"Membros do sindicato impediram acesso aos empregados que queriam trabalhar, persistindo ao longo de toda a manhã, inclusive com chutes e outras agressões físicas e verbais desferidas contra os trabalhadores por parte dos que se diziam vinculados ao sindicato", argumentaram os advogados da Etelbrás ao pedirem o interdito proibitório.

A empresa ainda afirmou que "não houve assembleia, tanto que o sindicato não junta aos autos a correspondente ata, tampouco listagem de presença de funcionários que aderiam o movimento", o que esvazia as razões do sindicato, diz.

Ou seja, o direito de greve cabe aos trabalhadores e não aos sindicatos. A defesa da empresa foi feita pelo advogado Renato Serafim, do escritório Ilario Serafim Advogados.

Com a declaração de ilegalidade da grave feita pela Seção de Dissídios Coletivos do TRT-2, o pedido de interdito proibitório feito pela empresa para proteção do prédio de sua sede foi extinto, sem julgamento de mérito.

 

21-07-2009 | 09:48

Uma ação em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF) pode fazer vigorar novamente uma convenção da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que gera polêmica no direito trabalhista: determina que as empresas percam o direito de demitir sem motivo.

Atualmente, as empresas têm liberdade para dispensar os empregados sem motivo aparente desde que paguem uma indenização, que é a multa de 40% sobre o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) do empregado.

A outra possibilidade para demissão é a justa causa; nessas circunstâncias, o trabalhador perde quase todos os direitos da rescisão.

A Convenção 158 da OIT estabelece que as empresas só podem demitir por justa causa e quando houver dificuldade financeira, mudanças tecnológicas ou comprovação de que o trabalhador não está executando adequadamente a função.

A convenção visa proibir demissões por questões pessoais ou por rebaixamento de salário, por exemplo.

Em janeiro de 1996, a Convenção 158 entrou em vigor no Brasil após aprovação do Congresso Nacional.

No fim do mesmo ano, o presidente Fernando Henrique Cardoso "denunciou a convenção" por meio de um decreto presidencial, o que significou, na linguagem jurídica, que o governo brasileiro não mais adotaria a medida.

No ano seguinte, centrais sindicais protocolaram a Ação Direta de Insconstitucionalidade (Adin) 1625 contra a atitude do presidente FHC.

As entidades argumentaram que, uma vez que o Congresso aprovou a adoção da medida, deveria também aprovar a saída do país do acordo.

Desde então, o caso tramita no Supremo Tribunal Federal sendo paralisado algumas vezes por pedido de vista, ou seja, para análise do processo.

No fim do mês passado, o caso voltou a ser discutido no plenário do STF. O ministro Joaquim Barbosa apresentou voto para que fosse declarado inconstitucional o decreto presidencial e a convenção voltasse a vigorar.

Houve novo pedido de vista, e não há prazo para o julgamento ser retomado.

Na avaliação de magistrados e advogados, a retomada da convenção é positiva, mas pode provocar uma enxurrada de processos trabalhistas, uma vez que todas as justificativas das demissões podem ser questionadas na Justiça.

Outro ponto é se a decisão do STF vai considerar legítimas as demissões sem motivo no período em que a convenção deixou de vigorar.

Divergência
O desembargador José Antonio Pancotti, do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, em Campinas (SP), afirma que os juízes estão voltando a considerar na análise de processos trabalhistas que o ato que derrubou a convenção da OIT foi inconstitucional, mesmo antes de o STF tomar uma decisão.

"O entendimento está começando a surgir e está sendo muito debatido. Eu não tive a ousadia de utilizá-lo porque acho que não está pacificado", afirmou.

Para Pancotti, a convenção deveria ser aplicada no país. "Acho que a dispensa sem justa causa é um ato de violência contra o trabalhador".

Segundo o desembargador, porém, a discussão não pode ser uma disputa política "entre a esquerda e a direita".

"Tem que ser conduzida uma discussão transparente e não ideológica".

O juiz Cláudio Antônio Freitas Delli Zotti, de Belo Horizonte, considera "inegável" que, se a convenção for retomada, vai aumentar a quantidade de processos trabalhistas para questionar o motivo das demissões.

"Acredito que durante algum tempo o número de ações na Justiça do trabalho poderá crescer".

Delli Zotti concorda com a retomada da convenção, mas defende um prazo para que as empresas se adaptem.

O juiz do Distrito Federal Rogério Neiva afirmou que a grande dificuldade com a retomada da convenção seriam os casos retroativos.

Ele avalia que se o Supremo analisar o caso, deve também indicar o que fará com os casos entre a renúncia da convenção e a eventual retomada.

"Na verdade eu acho que vamos ter problemas daqui para frente e daqui para trás. É preciso analisar que a decisão judicial trará uma consequência. (...) O que me preocupa são os efeitos jurídicos dessa conversa principalmente sobre o que já aconteceu, o que preocupa é a segurança jurídica".

Já o advogado trabalhista Sérgio Batalha considera o texto da convenção "genérico" e diz não crer em grandes mudanças. Para ele, a legislação brasileira já coíbe a demissão arbitrária com a aplicação da multa de 40% sobre o FGTS.

No entanto, Batalha destaca que a multa de 40% é uma medida transitória da Constituição e que carece de regulamentação. "Regulamentar é uma discussão muito mais interessante do que voltar a aderir à convenção".

O Tribunal Superior do Trabalho informou que não pode se posicionar sobre a convenção da OIT, uma vez que a caso está "sub judice" no Supremo.

Além disso, informou a assessoria de imprensa, o tribunal vai analisar o processo sobre as mais de 4 mil demissões na Embraer, no qual o TRT considerou a Convenção 158 ao cancelar liminarmente as demissões.

Em decisão final, o tribunal decidiu depois manter as demissões, mas as julgou "arbitrárias" e estipulou indenização superior aos 40% do FGTS. O caso vai a análise do TST no próximo dia 10 de agosto.

Contra a convenção
Diversas entidades empresariais se posicionaram contra a volta da convenção.

Para a Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio), as regras da convenção "afrontam os princípios da livre iniciativa"

"Constituem-se como um mecanismo de ingerência na administração das empresas e representando, ainda, obstáculo ao investimento estrangeiro no País".

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considera ainda a convenção como "motivo de preocupação".

"A Convenção 158 da OIT, que trata do término da relação de trabalho por iniciativa do empregador, a chamada demissão imotivada, é motivo de preocupação no meio empresarial por causa dos prejuízos que a adoção dessas normas acarretará às empresas brasileiras, à competitividade do país e também, aos trabalhadores em geral", diz a confederação.

Economia
Especialista na Convenção 158, Carlindo Rodrigues, técnico do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a retomada do acordo pode favorecer a economia brasileira.

"A adoção da convenção seria um mecanismo eficiente para reduzir a rotatividade da mão de obra e, com isso, evitar a contenção da massa salarial, uma vez que os empresários demitem para contratar novos trabalhadores com menores salários. Além do aspecto da dignidade ao trabalhador, para que tenha mais segurança no emprego", afirma.

Congresso
No ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou ao Congresso uma proposta para retomada da convenção.

O texto foi rejeitado pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional e agora será examinado pelas comissões de Trabalho; e de Constituição e Justiça e também pelo plenário. (Com G1)

21-07-2009 | 09:47

A nova interpretação sobre a regra de trancamento de pauta por medidas provisórias foi classificada por lideranças partidárias com um dos elementos que agilizaram as votações na Câmara no primeiro semestre.

Pela nova interpretação, anunciada em março pelo presidente Michel Temer, PECs, projetos de lei complementar, resoluções e decretos legislativos podem ser votados em sessões extraordinárias, mesmo com a pauta trancada por MPs nas sessões ordinárias.

Temer argumentou que as MPs não podem tratar dos temas reservados a essas propostas (segundo o artigo 62 da Constituição).

A nova interpretação permitiu a votação de 94 propostas desde março.

"A decisão deu uma outra dinâmica para a Câmara. Vai permitir a votação de muitos projetos importantes para o país no segundo semestre, além das medidas provisórias que continuarão a chegar", declarou o presidente interino da Câmara, Marco Maia (PT/RS).

Mudança de prioridades
A revisão do caráter prioritário das medidas provisórias também foi elogiada pelos líderes do PSB, deputado Rodrigo Rollemberg (DF), e do PR, deputado Sandro Mabel (GO).

Para o deputado de Goiás, a decisão de Temer "abriu espaço" para a votação de uma "série de propostas importantes", como:

- as mudanças no sistema eleitoral;

- o fim do prazo exigido pela Constituição para a realização do divórcio; e

- a criação de regras para prevenir e punir atos de violência nos estádios de futebol.

Rollemberg também destacou a chamada PEC do Divórcio e o Projeto de Lei Complementar 217/04, do Senado, que torna obrigatória a liberação de informações, em tempo real, sobre a execução de despesas e receitas dos governos nos meios eletrônicos de acesso público, principalmente a internet.

"Isso dará muito mais transparência aos gastos públicos, permitindo que a sociedade acompanhe efetivamente o destino dos recursos arrecadados pelos impostos", considerou.

O líder em exercício do PSDB, deputado Duarte Nogueira (SP), citou, entre os temas mais relevantes votados neste semestre, a PEC do Divórcio, o PLP da transparência e as medidas contra a crise internacional que, segundo ele, foi minimizada no Brasil por causa do Proer - o programa de reestruturação do sistema financeiro criado pelo Governo Fernando Henrique Cardoso.

"Se outros países tivessem imitado nosso Proer, a crise não teria sido tão grave", disse.

Saúde
O deputado Pepe Vargas (RS), vice-líder do PT, também citou as medidas contra a crise e o PLP da transparência entre as medidas mais importantes aprovadas pelo plenário.

Como integrante da chamada bancada da Saúde, ele lamentou, no entanto, o fato de a Câmara não ter concluído a regulamentação da Emenda Constitucional 29, que define o que pode ser considerado gastos em saúde.

A conclusão da análise da proposta pela Câmara ainda depende da votação de um destaque para votação em separado (DVS), de autoria do DEM, que pretende excluir do texto a base de cálculo da Contribuição Social para Saúde (CSS) - tributo que será cobrado nos moldes da antiga CPMF, cuja alíquota será de 0,1% sobre as movimentações financeiras.

Na prática, o destaque do DEM inviabilizaria a cobrança da CSS.

Bancada feminina
A deputada Alice Portugal (PCdoB/BA) considerou positivo o resultado do semestre para a bancada feminina. Coordenadora do grupo, ela destacou a criação da Procuradoria da Mulher na Câmara e a permissão para que uma deputada participe permanentemente das reuniões do colégio de líderes - ambas as iniciativas da atual Mesa Diretora.

"Teve ainda a criação da comissão especial para analisar a PEC 590/06, da deputada Luiza Erundina (PSB/SP), que garante um lugar para as mulheres na Mesa Diretora, além de projetos importantes, como o que garante creches em presídios e a reforma eleitoral, que garantiu recursos para financiar a participação política feminina", lembrou a parlamentar. (Fonte: Agência Câmara, no DCI)

21-07-2009 | 09:46

O setor de serviços foi o que apresentou maior geração de postos nesse período, com saldo positivo de 157,7 mil novas vagas, seguido pelo comércio (com geração de 29,8 mil postos) e serviços industriais de utilidade pública (1,7 mil postos)

 

 

O mercado formal de trabalho encerrou junho com recuperação de metade das vagas fechadas entre novembro e janeiro, quando foram cortados no país 797,5 mil postos com carteira assinada - a fase mais crítica para o mercado de trabalho a partir do agravamento da crise externa.

 

No período de fevereiro a junho foram criados 401,3 mil novas vagas no país, garantindo a recuperação de 50,3% do total de postos fechados na virada de 2008 para 2009.

Economistas preveem recuperação mais significativa do emprego no terceiro trimestre, período em que indústria e varejo iniciam os preparativos para o Natal.

Mas ainda há dúvidas se essa melhora será suficiente para recompor as perdas remanescentes da crise.

No acumulado de novembro a junho, o saldo ficou negativo em 396,3 mil vagas, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego.

Nesse intervalo, apenas três setores registram recuperação total dos postos de trabalho.

O setor de serviços foi o que apresentou maior geração de postos nesse período, com saldo positivo de 157,7 mil novas vagas, seguido pelo comércio (com geração de 29,8 mil postos) e serviços industriais de utilidade pública (1,7 mil postos).

Os setores de construção e agropecuário apresentaram recuperação parcial das perdas, enquanto a indústria da transformação e a indústria extrativa tiveram o quadro de demissões agravado.

O pior resultado foi da indústria de transformação, que chegou em junho com 498,5 mil vagas fechadas - no período de novembro a janeiro, o fechamento de vagas era menor, de 409,2 mil postos.

Dos 12 subsetores que compõem a indústria de transformação, apenas três apresentaram uma recuperação parcial das perdas - alimentos, bebidas e álcool etílico, com recuperação de 24,5% das perdas totais; calçados, com reabertura de 17,6% dos postos fechados; e borracha, fumo e couros, com recuperação de 38,6% das vagas fechadas entre novembro e janeiro. (Fonte: Valor Econômico)

21-07-2009 | 09:45

O destaque da semana é a reunião do Comitê de Política Econômica do Banco Central, que se reúne na terça e quarta (22) para definir taxa básica de juros (Selic), hoje em 9,25% ao ano. A ata da reunião será divulgada na próxima semana

 

O recesso parlamentar, que começou na última sexta-feira (17) e na prática vai até 2 de agosto, deixará em suspenso os problemas do Senado e os trabalhos da CPI que vai investigar a Petrobras.

 

Desse modo, a Agenda Política das próximas duas semanas não terá informações acerca do Congresso, haja vista que os trabalhos só serão retomados no dia 3 de agosto.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manterá as viagens e participa nesta sexta-feira (24) da reunião de cúpula dos líderes do Mercosul.

O Paraguai será o anfitrião do encontro que marcará o fim de sua presidência semestral do bloco.

A próxima gestão ficará a cargo do Uruguai.

Em pauta, entre outros assuntos, está a tensa situação em Honduras após o golpe de Estado que depôs o presidente Manuel Zelaya, no fim de junho.

Participam da cúpula os líderes de Paraguai, Uruguai, Brasil e Argentina.

Veja, a seguir, os principais eventos políticos desta semana:

Segunda-feira (20)
- Pela manhã, Lula recebe o ministro Carlos Lupi (Trabalho) e Fernando Haddad (Educação). Ao meio-dia, recebe o presidente de Moçambique, Armando Guebuza. Depois, encontra-se com o presidente da Trip Linhas Aéreas e faz despacho de promoções de oficiais generais. Mais tarde, faz reunião sobre os setores de gás e energia.

- Lula faz reunião de coordenação política. À tarde tem reunião com o conselho diretor do Banco do Brasil e faz visita aos funcionários do banco. Despacha com o ministro da Comunicação, Hélio Costa, seguido do ministro da Cultura, Juca Ferreira.

- Os ex-prefeitos João Paulo (Recife), Fernando Pimentel (BH) e Marta Suplicy (SP) discutem, em São Paulo, estratégias destinadas a reforçar a candidatura da ministra Dilma Rousseff à Presidência da República.

- A ministra Dilma Rousseff, participa, até o dia 22, da 4ª Reunião do Fórum de CEOs Brasil-Estados Unidos, em Washington (EUA).

- O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, viaja aos EUA, onde ficará até o dia 22. Lobão terá encontro com o secretário de Energia e visitará a Comissão de Energia do Congresso Americano, em Washington.

- O diretor-executivo da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frango (Abef) oficializa pedido ao governo da Rússia para que seja revista política de cotas para importação de frango em 2010.

- O ministro do Trabalho, Carlos Lupi , participa no Rio de Janeiro do Fórum Estadual da Aprendizagem Profissional.

Terça-feira (21)
- O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta terça e quarta-feira para definir a taxa básica de juros (Selic), hoje em 9,25% ao ano. A ata da reunião será divulgada na próxima semana.

- Pela manhã, o presidente Lula recebe o ministro Carlos Lupi (Trabalho) e Fernando Haddad (Educação). Ao meio-dia, encontra-se com o presidente de Moçambique, Armando Guebuza. Depois, encontra-se com o presidente da Trip Linhas Aéreas e faz examina as promoções de oficiais generais. Mais tarde, faz reunião sobre os setores de gás e energia.

- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama , reúne-se com os ministros do Desenvolvimento, Miguel Jorge, e da Casa Civil, Dilma Rousseff, e empresários brasileiros.

- Visita a São Paulo e a Brasília, nesta terça e quarta-feira, do Chanceler de Israel, Avigdor Lieberman.

Quarta-feira (22)
- Lula participa da posse do novo procurador-geral Roberto Gurgel e, em seguida, recebe o ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, Avigdor Lieberman. Depois, tem reunião com lideranças sociais. Mais tarde, participa do lançamento do Plano Safra de Agricultura Familiar e, depois, recebe o presidente da Petrobras Biocombustiveis, Miguel Rosseto.

- Copom anuncia taxa básica de juros (Selic).

- A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realiza três leilões de apoio à comercialização de mais dois milhões de sacas de café.

- Ministros da Saúde de aproximadamente 40 países - entre eles o Brasil - reúnem-se no balneário de Cancún, no Caribe mexicano, para estudar opções que permitam frear a expansão da pandemia de gripe suína no mundo.

- O ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, visita o Brasil. A preocupação do governo israelense com o regime iraniano deve ser um dos temas do encontro entre o chanceler e o ministro Celso Amorim.

- O presidente dos EUA, Barack Obama, concede entrevista coletiva, às 22h (horário de Brasília).

Quinta-feira (23)
- Em São Paulo, Lula concede entrevista à Rádio Globo. Depois, na Fundação Bienal de São Paulo no Parque Ibirapuera, participa da cerimônia de abertura da Bio Brasil Fair, feira de produtos orgânicos. Mais tarde, vai à assinatura de contratos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). À noite, vai a Assunção, capital do Paraguai.

- O IBGE divulga nível de desemprego em julho.

- Reunião de ministros da Economia e presidentes de bancos centrais do Mercosul, em Assunção, Paraguai.

Sexta-feira (24)
- Em Assunção, participa da Cúpula do Mercosul.

- O IBGE divulga IPCA-15 de julho.

Sábado (25)
- Lula faz reunião bilateral com o presidente paraguaio, Fernando Lugo. O contrato da hidrelétrica de Itaipu deve estar na pauta do encontro.

21-07-2009 | 09:45

 

Governo oferece um ganho real entre 2,5 a 3,5% acima da inflação, somente em 2010, em troca de os aposentados e pensionistas abrirem mão de todas as quatro propostas cujo objetivo é recuperar as perdas dos benefícios do INSS

 

Robson de Souza Bittencourt*

 

O Governo Federal anunciou que, no dia 3 de agosto, apresentará uma proposta de reajuste para os aposentados e pensionistas do INSS.

 

Com uma única idéia, o Planalto quer enterrar quatro proposições que tramitam atualmente no Congresso de interesse dos segurados: PL 1/07, que com a emenda do senador Paulo Paim (PT/RS), concede a todos os benefícios o mesmo reajuste anual concedido ao salário mínimo; PL 3.299, que extingue o fator previdenciário; PL 4.434, que determina a recuperação de todas as perdas dos benefícios previdenciários; e, ainda, o veto ao PLV 18/06, relativo ao reajuste de 2006, quando o salário foi reajustado em 16,67% e os aposentados tiveram apenas 5,01%.

 

Pelo que divulga a imprensa, o Governo oferece um ganho real entre 2,5 a 3,5% acima da inflação, somente no ano que vem, em troca dos aposentados e pensionistas abrirem mão de todas as quatro propostas citadas.

 

Ainda segundo a imprensa, somente em 2011, após a eleição, o Governo discutiria uma proposta de reajuste decente e definitiva para os 26,4 milhões de aposentados e pensionistas.

 

Ao completar seu segundo mandato e oito anos na presidência, o ex-companheiro Luiz Inácio Lula da Silva não terá cumprido suas promessas de campanha. Apenas no primeiro reajuste que ele concedeu, logo após ser eleito, foi aplicado um índice único para benefícios e salário mínimo.

 

Tampouco Lula cumpre a Constituição da República que determina, em seu artigo 194, IV, a irredutibilidade do valor dos benefícios.

 

Quem se aposentou recebendo quatro salários mínimos e, alguns anos depois, recebe apenas 1,5, certamente não mantém o mesmo poder aquisitivo.

 

Dizer o contrário é fazer escárnio com a inteligência e as condições de vida de milhões de brasileiros que contribuíram por tantas décadas com os valores devidos.

 

E eles são exatos 8,6 milhões de segurados.

 

Sendo assim, a única e definitiva proposta que interessa aos aposentados e pensionistas é a aprovação pela Câmara de Deputados da emenda do senador Paulo Paim ao Projeto de Lei 1/07 e sua posterior sanção pelo presidente da República, concedendo-se, todos os anos, um único reajuste para o salário mínimo e para todos os benefícios do INSS.

 

Nenhuma outra negociação, nenhum outro índice será razoável e nem honesto. Isto por diversas razões.

 

A primeira delas chama-se paridade. Quem contribui sobre determinado valor tem o direito de, cumpridas todas as exigências (unilaterais) da Previdência, receber na mesma proporção.

 

A segunda é a segurança jurídica e social. Na medida em que o INSS paga valores compatíveis, muito mais pessoas terão confiança e incentivo em contribuir com valores maiores. Todos saem ganhando.

 

Outra razão é a existência de recursos mais que suficientes para a Seguridade Social cumprir seu papel. Não existe e nunca existiu rombo algum na Previdência. Muito pelo contrário.

 

É público e notório que este e todos os governos anteriores desviaram recursos para outras finalidades. Só o Governo Lula retira uma média de R$ 60 bilhões por ano, utilizados para pagar dívidas interna e externa.

 

Também não há que se admitir barganhas entre um reajuste digno e eventuais melhorias nas áreas de saúde, habitação, outros direitos do Estatuto do Idoso e sinecuras diversas.

 

Isto lembra a "negociação" dos portugueses com os índios, quando aportaram por aqui há mais de 500 anos.

 

O que está em pauta é apenas e somente o reajuste.

 

Por fim, uma razão de ordem política e verdadeiramente humanitária: chega de tratar o aposentado e o pensionista brasileiro como se fosse um lixo, um peso para a sociedade.

 

Os senadores já aprovaram os três projetos de lei acima relacionados. Na Câmara há um consenso em restituir a dignidade a tantos milhões de brasileiras e brasileiros.

 

Há também a certeza de que a ameaça de "quebra da Previdência" não é só uma balela, mas terrorismo infame de alguns covardes, evidenciando o medo do presidente Lula em relação a 2010.

 

Nas eleições do ano que vem, com certeza, os aposentados e pensionistas mostraram quem merecerá seus votos.

 

Rejeitamos, ainda, qualquer negociação sobre a vida dos aposentados e pensionistas realizada com as centrais sindicais.

 

Elas representam trabalhadores da ativa, nunca os segurados do INSS.

 

Para estes, há mais de 20 anos a Cobap (Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas) é a entidade legítima, com assento em todos os conselhos e órgãos do segmento.

 

Assim, entendemos que a solução definitiva e eficaz está dada: aprovar a emenda de Paim ao PL 1/07.

 

Qualquer outra proposta não é "negociação", mas manobra espúria para manter tudo como d'antes.

 

Confiamos nos senhores deputados e na sanção lúcida e democrática pelo presidente da República.

(*) Presidente da FAP/MG

Fonte: Diap

21-07-2009 | 09:29

 

Descumprimento de Preceito Fundamental

Com os acontecimentos vividos no Município de São Paulo, desde o último dia 16 de junho de 2009, quando a Prefeitura de São Paulo lançou em seu site oficial o Portal da Transparência com o link “De olho nas contas”, colocando na internet o nome e o salário de todos os servidores do município, estamos assistindo a mais um capítulo da triste história de desmoralização do texto consagrado na Magna Carta de 1988. O ato praticado pela Administração Paulistana afronta de forma inadmissível as garantias constitucionais à intimidade (art. 5º, inc. X) e à segurança dos servidores públicos (arts. 5º, caput e inc.XXXIII e 6º, caput).

O absurdo da situação vivida pelos servidores públicos municipais foi retratado com precisão no editorial do jornal O Estado de São Paulo de 20 de junho de 2009, intitulado exagero na transparência: “Kassab acertou ao adotar a transparência plena no trato com o dinheiro público, mas errou feio ao individualizar e pormenorizar os vencimentos dos servidores. Atropelou o direito constitucional à privacidade ao expor um aspecto da vida dos funcionários municipais na internet. Bastava ter lembrado que o respeito total ao cidadão também é devido aos servidores municipais”.

Os servidores não ficaram inertes, procuraram uma manifestação judicial. Em brilhante manifestação, o Desembargador do TJ-SP, Walter de Almeida Guilherme, relator do Mandado de Segurança nº. 180.589-0/1-00 assim se manifestou: “Bem se sabe que a Constituição da República, no artigo 37, impõe à administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obediência ao princípio da publicidade, que, hoje, é traduzido no vocábulo transparência, que, na antiga União Soviética, quando de um primeiro momento de abertura do regime, ficou conhecido como glasnot. E, é absolutamente válido e legítimo que assim seja. Porém, há uma grande distância entre fazer publicar os atos da administração, incluídos evidentemente os gastos orçamentários, e os salários de cada servidor público”.

A Prefeitura de São Paulo tornou a segurança de seus servidores vulnerável e os expôs a um desconforto de se ver diminuído frente a um controle direto, vil e autoritário do Estado. Em apertada síntese, significa largar o servidor público municipal à toda sorte de intempéries decorrentes da vulnerabilidade causada pela referida acessibilidade irrestrita aos dados individuais. De acordo com o Sr. Ministro Ricardo Lewandowski, brilhantemente citado no M.S. nº 180.589-0/1-00,“estamos cada vez mais caminhando para um crescimento, uma hipertrofia dos órgãos estatais e um encolhimento do espaço de atuação do próprio indivíduo. Estamos nos aproximando de 1984, de George Orwell, a passos largos”.

A discussão em torno do assunto ganhou abrangência nacional, haja vista a possibilidade de a idéia ser implementada em todo funcionalismo público nacional. O que deve ficar bem claro é que os servidores públicos do município de São Paulo, como acredito de todo o país, aplaudem de pé a divulgação, a transparência e o controle sério de todos os gastos públicos, inclusive dos salários dos servidores, que como todos sabem constam dos editais dos respectivos concursos e já são públicos. O que não podemos aceitar é essa exposição desnecessária das pessoas, como se estivéssemos vivendo um “big brother” do funcionalismo público.

O Congresso Nacional aprovou, no último dia 15 de julho de 2009, a Lei de Diretrizes Orçamentárias 2010, que prevê em seu artigo 78 e parágrafos a transparência que se espera de todo o Poder Público. Sem pirotecnias e ações de marketing político, o artigo 78 estabelece:

Art. 78. O Poder Executivo, por intermédio do órgão central do Sistema de Pessoal Civil - SIPEC publicará, até 31 de outubro de 2009, com base na situação vigente em 31 de agosto de 2009, e manterá atualizada, nos respectivos sítios na internet, além da estrutura remuneratória, tabela com os totais, por níveis, de cargos efetivos, comissionados e funções de confiança integrantes do quadro geral de pessoal civil, demonstrando, por órgão, autarquia e fundação, os quantitativos de cargos efetivos vagos e ocupados por servidores estáveis e não estáveis e os quantitativos de cargos em comissão e funções de confiança vagos e ocupados por servidores com e sem vínculo com a Administração Pública Federal, comparando-os com os quantitativos do ano anterior e indicando as respectivas variações percentuais.

§ 1º Os Poderes Legislativo e Judiciário, assim como o Ministério Público da União, observarão o cumprimento do disposto neste artigo, mediante atos próprios dos dirigentes máximos de cada órgão, destacando, inclusive, as entidades vinculadas da administração indireta.

§ 2º Os cargos transformados após 31 de agosto de 2009 serão incorporados à tabela referida neste artigo.

§ 3º Não serão considerados como cargos e funções vagos, para efeito deste artigo, as autorizações legais para a criação de cargos efetivos e em comissão e funções de confiança cuja efetividade esteja sujeita à implementação das condições de que trata o art. 169, § 1o, da Constituição.

§ 4º Os Poderes, o Tribunal de Contas da União e o Ministério Público da União também divulgarão na internet, até 31 de janeiro de 2010, e manterão atualizada nos respectivos sítios a relação completa de membros e demais agentes públicos, efetivos ou não.

§ 5º Constarão da relação a que se refere o § 4º deste artigo, pelo menos:

I - nome completo e numero de identificação funcional;

II - cargo e função;

III - lotação e local do exercício; e

IV - ato de nomeação ou contratação e a respectiva data de publicação.

V - carga horária semanal

§ 6º As disposições deste artigo aplicam-se também à administração indireta, incluindo agências reguladoras e conselhos de administração e fiscal.

§ 7º Os instrumentos de contratação de serviços terceirizados deverão prever o fornecimento pela empresa contratada de informações contendo o nome completo, cargo ou atividade exercida, lotação e local de exercício dos empregados na contratante, para fins de divulgação na internet nas condições estabelecidas pelo § 4º deste artigo.

§ 8º O disposto no § 4º deste artigo não se aplica aos casos de agentes públicos cujo exercício profissional é protegido por sigilo, em atendimento à legislação vigente.

Em decisão recente, no caso do Município de São Paulo,o presidente do STF, Sr. Ministro Gilmar Mendes assim se posiciona: “no caso concreto está em saber se a divulgação da remuneração bruta mensal vinculada ao nome de cada servidor municipal, em sítio eletrônico na Internet denominado “De Olho nas Contas”, de domínio da municipalidade, significa:

(1) a concretização do princípio da publicidade (art. 37, CF/88) e o dever de transparência com os gastos públicos; ou

(2) a exposição indevida de um aspecto da vida do servidor público – dado pessoal, protegido pela inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem dos servidores; ou

(3) a violação da garantia da segurança da própria sociedade e do Estado – art. 5º, XXXIIII,CF/88 (sociedade, no caso, constituída pelos servidores públicos municipais e por aqueles que dele dependem)”.
Após a identificação da hipotética colisão de princípios acima identificados, o Sr. Ministro conclui a sua explanação alinhando-se aos anseios do funcionalismo público do Município de São Paulo, ao dizer:

“A forma como a concretização do princípio da publicidade, do direito de informação e do dever de transparência será satisfeita constitui tarefa dos órgãos estatais, nos diferentes níveis federativos, que dispõem de liberdade de conformação, dentro dos limites constitucionais, sobretudo aqueles que se vinculem à divulgação de dados pessoais do cidadão em geral e de informações e dados públicos que podem estar justapostos a dados pessoais ou individualmente identificados de servidores públicos que, a depender da forma de organização e divulgação, podem atingir a sua esfera da vida privada, da intimidade, da honra, da imagem e da segurança pessoal.

Assim, diante do dinamismo da atuação administrativa para reagir à alteração das situações fáticas e reorientar a persecução do interesse público,

segundo novos insumos e manifestações dos servidores, do controle social e do controle oficial, por exemplo, deve-se a municipalidade perseguir diuturnamente o aperfeiçoamento do modo de divulgação dos dados e informações, bem como a sua exatidão e seu maior esclarecimento possível.

Nesse sentido, a Administração poderá sempre buscar soluções alternativas ou intermediárias. No caso em questão, uma solução hipoteticamente viável para a finalidade almejada seria a substituição do nome do servidor por sua matrícula funcional”.

Infelizmente, a decisão do Sr. Ministro Gilmar Mendes, presidente do STF, nos deixa perplexos, uma vez que, mesmo reconhecendo que houve exagero por parte da administração paulistana, ainda assim, concedeu a suspensão da segurança obtida pelos servidores públicos no TJ-SP com o incrível argumento de que ficou demonstrada a grave lesão à ordem pública em decorrência da retirada dos nomes dos servidores do site da prefeitura de São Paulo. 

O que nos deixa esperançosos é que após as várias manifestações oriundas do Poder Judiciário, excetuando às de caráter meramente político, ninguém dará guarida a medidas que afrontam claramente o Texto Constitucional. Resta-nos aguardar o julgamento do mérito!

Celso Giannasi
Vice-Presidente da FENAFIM Região Sudeste

21-07-2009 | 09:02

A FETRACONSPAR e os Sindicatos de trabalhadores filiados realizaram nesta segunda-feira, 20/07, às 11h00, na sede da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego – SRTE/Paraná, em Curitiba/PR, 9ª reunião para definir o percentual de reajuste salarial para os trabalhadores da categoria e renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2009/2010. A data base é no mês de junho.

Desde que protocolamos a pauta de reivindicações no SINDUSCON PARANÁ, já foram realizadas 07 mesas de negociação, todas sem avanço significativo.

                                   No último dia 07/07, o SINTRACON CURITIBA realizou assembléia com a categoria em Curitiba, oportunidade da qual foi aprovado o INDICATIVO DE GREVE.

                                   Após a assembléia, notificamos o Sinduscon, o Ministério Público do Trabalho e chamamos o Sindicato Patronal na Superintendência do Trabalho-SRTE/PR, para dia 13/07, da qual não compareceram

                                   Dia 15/07, foram realizadas duas rodadas de negociação com o Sinduscon/PR, uma na sede da entidade patronal e outra na SRTE/PR, todas sem propostas satisfatórias.

                                   Ontem (16/07), o Sintracon Curitiba realizou nova assembléia com a categoria e decidiu-se em iniciar a GREVE no próximo dia 21/07 (terça-feira).

                                   Hoje, sexta-feira, teremos nova rodada de negociação com o Sinduscon/PR, às 16:00 horas nas SRTE/PR.

                                   Diante disso, convocamos o nobre Dirigente, para estar presente segunda-feira, dia 20/07, a partir das 14:00 horas em nossa sede, para participar de reunião estratégica sobre o assunto, lembrando que possivelmente o companheiro poderá ficar a semana toda em Curitiba.

                                   Caso o companheiro possa disponibilizar outros dirigentes, desde já agradecemos.

                                   As despesas com deslocamento, bem como a estada em Curitiba, ficará por conta da Fetraconspar.

                                   Sendo o que se apresenta para o momento, nos colocamos a disposição e contamos com a sua presença.

 

Saudações Sindicais,

 

GERALDO RAMTHUN
Presidente

 

 

A todos os Diretores da Fetraconspar e Sindicatos filiados

 

 

 

 

Nesta reunião o empresariado apresentou a seguinte proposta para o fechamento da Convenção Coletiva de Trabalho 2009/2010: 7,5% de reajuste salarial, e o vale-compras de R$ 140,00.

Diante do impasse o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de Curitiba e Região - SINTRACON, realizará Assembléia hoje (20/07), a partir das 18h00min e caso os trabalhadores rejeitam a proposta patronal, amanhã se inicia a greve na capital paranaense.

Já ficou agendada nova reunião na SRTE, para amanhã 21 de julho de 2009, às 10h00min.

21-07-2009 | 08:57